Pluspunten
Sequer consigo lembrar. Não há nada que se destaque.
Minpunten
Escrevo este relato a fim de evitar que o mal que me aconteceu aconteça a outras pessoas.
No processo seletivo te recrutam vendendo uma imagem de uma empresa digital, que faz parte de um grupo importante (Votorantim), que está crescendo e te faz acreditar que é um bom investimento para a sua carreira. Ao entrar a realidade muda. Você é jogado em uma área sem receber suporte, cobrado por resolver problemas antigos, sem recursos e, ao primeiro caos, você sofre repreensão, é tratado com hostilidade e ainda ouve “se isso continuar acontecendo, você vai ser mandado embora e eu também”. A Motz é uma empresa que sequestra o seu final de semana, as suas noites de sono e o seu sistema nervoso. Para uma empresa que tem o resultado financeiro de que tanto se orgulha nas reportagens da Exame etc., a primeira coisa que chama a atenção é a quantidade de pedidos de desligamentos voluntários. Leia-se coordenadores e gerentes, com salários de 5 dígitos e uma PPR de em média 3 salários que não estão ficando um ano ou dois. Para se ter uma ideia, o cenário é mais ou menos assim: se você é um líder que não compactua com as insanidades que acontecem por lá e você não consegue exercer um modelo de gestão diferente, por dignidade, por respeito às pessoas e por respeito a você mesmo e à sua saúde, você simplesmente desiste. Agora a liderança que permanece, ou tem estômago para fechar os olhos para as coisas que acontecem lá ou faz parte da parcela de gestores que trabalham em prol de aumentar os números a qualquer custo, inclusive ao custo da saúde psicológica dos funcionários, do clima, da boa convivência, do respeito e dos valores que na Motz só existem nos códigos de conduta e nas falas das reuniões mensais de resultado. Empresas assim uma hora colapsam, eu vejo que a Motz já começou a colapsar. Se você está lendo este relato para buscar referências antes de aceitar uma proposta dessa empresa, eu te aconselho a repensar. A Motz é de longe a pior empresa em que eu já trabalhei. Ainda carrego sequelas do que vivi lá. Das coisas que ouvi, das que vi e presenciei. Eu pensei durante um tempo se valia a pena fazer este relato. Após a conclusão de contribuir para que outras pessoas não venham a viver o que eu vivi, decidi publicar. Pois eu acredito mais no poder das pessoas em evitarem a Motz ao ler meu depoimento, do que a Motz ler, não só o meu relato quanto o de outras pessoas, e trabalhar para mudar o que tem sido exercido lá dentro e que tem jogado a reputação dessa empresa para baixo.